Eu não devia ficar surpreendida...
Ou pelo menos não podia.
Cruzam-me várias linhas de pensamento em simultâneo, as extremidades passam-me diante dos olhos, não consigo agarrar uma que seja para a resolver primeiro.
Não estou numa encruzilhada, mas assemelha-se.
Tenho uma bússola, quatro pontos cardeais, não sei para onde seguir.
Não tenho uma decisão a tomar, apenas caminhos a percorrer. E há a vontade de percorrer os quatro sem perder nenhum.
Dificil é... por onde começo?
Eu não devia ficar surpreendida...
Eu, que me deixo ficar sossegada no meu canto, vejo-me constantemente em desassossego.
Tenho-me forçado ao casulo de onde tento retirar quem por lá anda. Quero ficar lá eu agora.
Por tempo indeterminado.
Quero ficar sossegada no meu canto.
Mas eu não devia ficar surpreendida...
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