Dos dias em que a vontade de cortar os pulsos é mais forte que outro ímpeto qualquer, resta apenas uma pequena réstia da desilusão numa fé, que se me afigura agora como a derradeira, em algo que me seria concedido como um direito.
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1 bats:
A fé, onde é que se meteu a fé... eu já a perdi toda, no dia que me cruzei com uma cobra de duas pernas, que me suga todas as energias, toda a vitalidade, toda a fé. Também por conta da fraqueza que a cobra me dá, já peguei numa faca e tentei, não foi a fé mas um anjo talvez, me agarrou a tempo.
Quero emergir, sentir a fé na vida, mas não consigo, e não sei qual será o dia, em que não haverá anjo que me salve a tempo e eu corto os pulsos, desta vez não serão os meus, mas os da cobra.
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