Ninguém sabe. Ninguém sabe como me sinto.
Não podem calçar os meus sapatos, como se isso os fizesse percorrer os mesmos trilhos que percorri.
Não podem sequer imaginar. Imaginar um pouco do que sinto. Seria surreal demais. Penoso demais.
Sinto-me o lixo que alguém deitou fora. Sinto-me a roupa que está a mais numa gaveta. Sinto-me a caloria que se põe de parte.
Não. Ninguém sabe como me sinto…
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